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Guilherme d’Oliveira Martins diz que em democracia os resultados são essenciais

O administrador da Fundação Calouste Gulbenkian Guilherme d’Oliveira Martins defendeu hoje que os resultados são essenciais em democracia, sublinhando que os cidadãos querem saber aquilo que podem beneficiar.

“A democracia precisa de todos”, afirmou Guilherme d’Oliveira Martins na conferência da Lusa “Portugal entre o rigor e a audácia”, que marca o arranque das comemorações dos 30 anos da constituição da agência noticiosa portuguesa.

Sublinhando que a questão crucial da democracia é que o cidadão tenha consciência que podem existir resultados e que “a sua participação vale a pena”, o administrador da Gulbenkian considerou indispensável que perante as dificuldades e as ameaças se use “do rigor e da audácia”.

“É o tema dos resultados que está em causa quando falamos da democracia”, enfatizou, numa intervenção que tinha como tema o “Estado Democrático: mais legitimidade, mais participação”,

Isto é, acrescentou, “o cidadão quer saber imediatamente aquilo que pode beneficiar relativamente à vida democrática”.

A este propósito, o administrador da Fundação Gulbenkian, que é também o ‘chairman’ da conferência da Lusa, falou de uma sondagem que o “impressiona sempre” sobre a satisfação dos cidadãos com o nível de impostos que pagam.

À mesma pergunta, os cidadãos do sul da Europa respondem que não estão satisfeitos com o nível de impostos, enquanto quem vive nos países do norte diz que está satisfeito pela qualidade dos serviços públicos.

Ou seja, concluiu, são os resultados que importam quando se fala em democracia.

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