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Obsessão com redução da dívida impede o crescimento

A deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, afirmou hoje que a obsessão com a redução da dívida está a travar o crescimento económico, apelando a que a Europa não insista no “caminho errado”.

“Insistir no caminho errado não é ser progressista. Não há crescimento enquanto estivermos a tentar obsessivamente reduzir a dívida e não há redução da dívida sem crescimento. É uma pescadinha de rabo na boca”, argumentou a deputada bloquista na conferência na conferência comemorativa do 30º aniversário da Agência Lusa “Portugal entre o rigor e a audácia”.

Mariana Mortágua sublinhou que este não é um problema exclusivo de Portugal, mas é europeu, e avisou que “meter mais dinheiro no sistema financeiro é alimentar bolhas especulativas”, numa crítica à política monetária que está a ser conduzida pelo Banco Central Europeu (BCE).

Para a deputada do BE, a “união monetária está a enfrentar agora o impacto das suas próprias contradições”, ao ter fomentado uma estratégia de crescimento baseada no endividamento e na entrada de fluxos financeiros, que teve efeitos particularmente graves em países mais frágeis como Portugal.

Definindo a “década do euro” como a da “acumulação dos desequilíbrios que tinham sido criados antes com a entrada de capital”, Mariana Mortágua classificou a União Europeia como “um projeto económico” baseado na construção de um enorme mercado, que facilita mais a circulação de capitais do que de pessoas, e na exposição à pressão da concorrência externa.

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